terça-feira, 8 de agosto de 2017

Saúde lembra Dia Nacional de Combate ao Colesterol e orienta sobre prevenção

Nesta terça-feira, dia 8 de agosto, é comemorado em todo o Brasil o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Por este motivo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (NDants), orienta sobre os cuidados com a prevenção e os tratamentos adequados para quem tem os níveis altos de colesterol no sangue.
Geralmente, a palavra colesterol está associada a algo ruim, porém, ele é essencial para o bom andamento do corpo humano. Para que isso ocorra, os níveis de colesterol precisam estar sempre controlados. “O colesterol alto está intimamente ligado a doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) – as principais causas de morte na Paraíba e em todo o país. Vale lembrar que o desenvolvimento dessas doenças está associado a diversos fatores de risco, o aumento do colesterol é um deles, mas pode ser acentuado com o sedentarismo, alimentação desregrada, pressão alta, diabetes e tabagismo”, explicou a gerente do NDants, Gerlane Carvalho.
Alguns grupos de pessoas estão mais propensos a níveis de colesterol alto, por exemplo: aquelas com excesso de peso; com histórico familiar de alteração do colesterol; as que ingerem com frequência alimentos gordurosos; as que ingerem alimentos pobres em fibra; aquelas que não praticam atividade física regularmente.
Prevenção e cuidados – Entre os alimentos que ajudam a regular o colesterol, estão os ricos em fibra, como aveia e granola, alimentos integrais em geral (pão, arroz, macarrão), castanhas, nozes. O consumo de frutas também é importante, principalmente as vermelhas (morango, goiaba, acerola), mas também a uva. Azeite de oliva extra virgem, peixe e frango (evitando a pele). Legumes e verduras também devem ser diários na mesa e esses alimentos devem entrar na dieta junto com a retirada dos mais gordurosos.
“Comer alimentos gordurosos, enlatados e congelados não tem problema quando é um hábito eventual. O problema é trocar sua refeição tradicional por um hambúrguer, por exemplo. A frequência exagerada do consumo desses alimentos é o que está adoecendo as pessoas”, explica o cardiologista da SES, Fábio Almeida de Medeiros.
Mesmo com todos os cuidados com a alimentação, é preciso inserir a prática de atividades físicas na rotina. “Quando você começa a usar atividade física, você gasta a gordura acumulada, baixa o colesterol ruim (LDL – baixa densidade) e aumenta o colesterol bom (HDL – alta densidade). É mais difícil controlar sem atividade física”, ressalta o cardiologista.
Mesmo quem não costuma comer muitos alimentos industrializados e gordurosos pode ter problemas com o colesterol alto. A hereditariedade pode determinar um colesterol alto mesmo em pessoas de hábitos saudáveis. “Mesmo o fator hereditário sendo importante, não podemos esquecer do fator alimentação e exercícios, além dos riscos do cigarro e excesso de bebida alcoólica. A medicação é indicada quando o risco cardiovascular está aumentado, a avaliação é feita pelo médico através de exame – risco alto ou moderado; casos na família; ou nível alto do HDL (acima de 170) o paciente precisa usar remédios.
Dados – Em excesso no organismo, o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias causando diminuição do fluxo sanguíneo, ocasionando uma série de danos que incluem angina (dor no peito causada pela pobre irrigação do miocárdio), infarto do miocárdio (morte das células miocárdicas) e acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame.
Na Paraíba, em 2016, foram registrados 2271 óbitos por infarto. Neste ano, até o momento, estão registradas 915 mortes por infarto. Com relação ao AVC, em 2016, 964 mortes foram registradas na Paraíba. Este ano, 383 mortes já foram registradas por AVC.
Secom-PB

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