terça-feira, 8 de agosto de 2017

‘Não é de outro mundo’, diz mulher que achou R$ 600 enrolado em fatura e pagou a conta na PB

“Não acho que é uma coisa de outro mundo, só fiz o que devia ter feito”. A declaração é da telefonista Silviane Cunha, que, na última quinta-feira (3), encontrou R$ 600 enrolados em uma fatura de cartão de crédito em um ônibus de João Pessoa. Depois de perceber que o valor era suficiente, ela efetuou o pagamento logo no dia seguinte e ainda guardou o troco para devolver à dona.
Depois de fazer o pagamento, Silviane publicou a história nas redes sociais, para tentar localizar a dona do dinheiro. A publicação, ao contrário do que ela esperava, ganhou repercussão e, até as 21h desta segunda-feira (7), já teve mais de 9 mil compartilhamentos e 7 mil reações.
Após pagar conta, Silviane publicou a história em rede social (Foto: Reprodução/Facebook/Silviane Cunha)
Após pagar conta, Silviane publicou a história em rede social (Foto: Reprodução/Facebook/Silviane Cunha)
“Não esperava tanta repercussão. Mas, pelo que vi nos comentários e compartilhamentos, isso é uma coisa rara. Mas eu só fiz o que era justo. Quando a gente acha o que não é da gente, não vai fazer diferença, mas vai fazer falta a quem perdeu”, explicou.
O caso aconteceu em um ônibus da linha 5100. Silviane pegou o ônibus no Valentina, para ir ao trabalho. Dentro do veículo, ela mudou de lugar, porque estava no sol, e sentou no banco de onde a vendedora Claudineia Santos havia saído há poucos minutos. Lá, ela encontrou o dinheiro.
“Na hora, eu fiquei em choque. Pensei: ‘meu Deus, eu perdi esse valor. Era o dinheiro que eu tinha pra pagar a conta, vai me fazer falta. Eu vou ter que arrumar novamente esse valor’. Quando eu cheguei no trabalho, eu chorei”, lembrou Claudineia.
Por causa da publicação no Facebook, o filho de Claudineia descobriu que a conta havia sido paga. No dia seguinte, Claudineia fez questão de ir à casa de Silviane para agradecer, mas não aceitou receber o troco de volta.
“Teve gente que disse para eu jogar a fatura fora e ficar com o dinheiro. Mas minha consciência estava mandando eu devolver o dinheiro dela. Então paguei, porque não sabia se ia conseguir encontrar a dona”, comentou Silviane.
Publicado na terça – feira, 8 de agosto de 2017
G1

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