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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Golpes se espalham pelo WhatsApp e prejudicam usuários; delegado faz recomendações

O aplicativo de troca de mensagens, WhatsApp, têm sido utilizado por criminosos para aplicar golpes nos usuários e também para oferecer serviços ilegais. De acordo com o delegado regional de Cuiabá, Cley Celestino, quem pratica os golpes ou oferece e utiliza os serviços ilegais pode ter que responder na Justiça por crimes como Estelionato, Falsificação ou Falsidade ideológica.

Uma das práticas é a utilização do nome de alguma grande empresa, para fazer uma oferta vantajosa ao usuário. O golpe começa quando é enviada uma mensagem, oferecendo uma vantagem, e é enviado um link para que seja feito um suposto cadastro.

Esses links redirecionam o usuário para sites que roubam as informações pessoais e que deixam o smartphone com vírus. Empresas como O Boticário, Mc Donald’s e Nespresso já tiveram seus nomes utilizados na aplicação destes golpes.

“Existem outros tipos de golpes, de depositar dinheiro à distância, falando que está com problema, tem golpe de previdência, tem golpe de loteria, tem o golpe das notas falsas. Mas agora estão usando o WhatsApp para estes”, disse o delegado Celestino.

Caso alguém tenha sido lesado por algum destes golpes, a polícia recomenda que vá a uma delegacia para registrar o Boletim de Ocorrências, para que o caso possa ser investigado. Outra prática que tem se popularizado é a oferta de serviços ilegais pelo WhatsApp, como os táxis ilegais e a venda de carteira de meia entrada a qualquer pessoa, mesmo às que não teriam direito ao benefício.

“Quem vende e quem recebe está dentro da falta. Porque carteirinha de estudante, por exemplo, só quem faz é a UNE, então se a pessoa está fazendo alguma carteirinha por via WhatsApp é porque ela sabe também que o procedimento está irregular. Quem compra também está sabendo que está errada, essa pessoa é tão culpada quanto a outra”, disse Celestino.

De acordo com a Polícia Civil, todo tipo de golpe que induz ou lesa as pessoas se enquadra no crime de estelionato, e no caso da carteirinha, quem a utiliza pode ser autuado por uso de documento falso. Já os táxis ilegais podem responder por Transporte Clandestino de Passageiros.

“A pessoa pode responder por uso de documento falso, quando utilizar o documento. É o mesmo tipo de punição de alguém que usa diplomas falsificados, que repassa cédulas falsificadas, que também pode cair no crime de estelionato. Quem falsifica o documento pode responder por fraude de documento público ou particular, ou falsidade ideológica, porque ele vai estar assinando por uma pessoa que ele não é competente pra isso”, afirmou o delegado.

Celestino, no entanto, acredita que a internet não potencializou esta prática criminosa, que sempre aconteceu. Ele afirma que este é só mais um meio encontrado por quem quer praticar golpes.

“Isso sempre existiu, antes o pessoal usava o telefone, usava carta, hoje em dia é uma forma a mais de fazer. Como o padrão hoje é por telefone, internet, as pessoas acreditam que dessa forma agora é muito mais segura, então pode ser que tenha aumentado um pouco mais, mas nada excepcional. A oportunidade é que vai fazer a pessoa utilizar o recurso necessário para tentar enganar as pessoas”, disse o delegado.

O delegado também recomenda que as pessoas desconfiem destas ofertas vantajosas, seja por qualquer meio, por que muitas vezes ao invés de gerar benefícios, traz prejuízo. As denúncias contra quem oferece serviços ilegais podem ser feitas pelo disque denúncia, no número 197.

Por Vinicius Mendes
Fonte: Olhar Direto

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