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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Em 6 meses, JP já registra mais de 80% dos golpes virtuais de 2016. Especialista dá dicas

Em 6 meses, JP já registra mais de 80% dos golpes virtuais de 2016. Especialista dá dicas
 Tudo que se procura comprar está na internet. O perigo é que nem sempre se sabe a procedência desses produtos, ficando os usuários vulneráveis a ataques. Somente no primeiro semestre deste ano foram 150 fraudes na internet em João Pessoa, segundo informações da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) da Capital.

O número representa mais de 80% de todas as ocorrências do ano passado, quando foram catalogados 183 golpes. Quem é vitima deste tipo de golpe, pode recorrer a DDF de Campina Grande e nos demais municípios o caso deve ser informado as Delegacias Distritais. Roupinha de bebê, celular, carro, casa e até cabelo humano são encontrados facilmente em grupos de troca e venda de produtos, muitas vezes os consumidores não têm qualquer garantia de concretização dos negócios, ficando dependentes somente da índole de quem vende, podendo gerar diversos transtornos, alertam especialistas.

Desconfiar. Esta é a primeira atitude que o usuário deve tomar ao se deparar com promoções tentadoras vindas do mercado virtual. Isso porque preços surreais quase sempre indicam vendedores fajutos, destaca o responsável pela Delegacia de Defraudações e Falsificações, Lucas Sá.

“O usuário tem que fazer uma pesquisa, buscar o preço médio do produto em lojas e sites. E nunca repassar valores sem ter certeza da idoneidade do vendedor. Já prendemos pessoas que anunciavam celulares a preços muito abaixo do mercado, dizendo que compravam mais barato no exterior. O usuário repassava o valor e o produto não existia”, exemplificou o delegado.

O especialista em Segurança de Redes de Computadores, Marcos Tulio Gomes, reforça que nestas plataformas os usuários devem ter cuidados redobrados. “Nos grupos fechados de compra e venda é necessário manter uma certa parcimônia ao se negociar. Vale as estratégias do comércio físico: conheça seu cliente ou seu vendedor, verifique se o perfil é verdadeiro, busque depoimentos de outros usuários que já negociaram anteriormente com eles. Se for realizar o pagamento em espécie, escolha um lugar de grande fluxo de pessoas”.

Marcos Tulio, que também é professor de Segurança Virtual na Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), defende as redes sociais como excelentes espaços de negociação, mas nunca de finalização dos negócios. “Para que a negociação pessoa para pessoa possa ser segura, ou pelo menos para mitigar os riscos, é necessário adotar algumas ações. Negocie nas redes sociais, mas na hora de fechar a venda procure uma plataforma de e-commerce, tais como o MercadoLivre, o OLX ou sistemas de pagamento como o PagSeguro ou PayPal”.

Redação

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