terça-feira, 13 de junho de 2017

JOVEM É PRESA VENDENDO CERTIFICADOS FALSIFICADOS, QUE CUSTAVAM ATÉ R$ 750

 Jovem é presa por vender certificados de ensino médio falsos
Há pouco mais de dois meses, Eduarda Forttunato era menor de idade, mas já tinha um plano que julgava ser brilhante para fazer dinheiro e ganhar a vida. No dia 4 de abril, ela completou 18 anos e se sentiu encorajada para por em prática o plano secreto. Em uma rede social publicou: “Supletivo Online com resultado em até 5 dias úteis. Mais informações por chat, flw”. Era o anúncio de um suposto curso que, ontem, a Polícia Civil descobriu ser um esquema de venda de certificados falsificados, vendidos por R$ 250,00 e R$ 750,00. Após um mês e meio de atividade, Eduarda foi presa. O plano deu errado, mas ela ainda consegui vender mais de uma dezena de certificados falsos. Comente no fim da matéria.

De acordo com a polícia, no ano de 2015 Eduarda se matriculou na Escola Estadual Débora Duarte, que fica no bairro dos Funcionários II, na Capital. O plano, no entanto, não era estudar. “Ela queria apenas conhecer os documentos emitidos pela escola, ver os carimbos que eram usados pela diretora e pela secretária, o estilo da fonte, o modelo, os dados de CNPJ, os modelos de certificados e o que interessava a ela para elaborar o plano”, contou a delegada Wanderleia Gadi. Quando achou que já tinha todas as informações que precisava, a jovem trancou a matrícula.

Enquanto aguardava pela maioridade, Eduarda foi cuidar dos preparativos. Mandou confeccionar os carimbos, formulários de certificado e histórico escolar, tudo igual ao que viu na escola e passou a treinar as assinaturas. Com a chegada dos 18 anos de idade, a jovem botou o “serviço” na rua.

“Para se tornar convincente, ela dizia às pessoas que viam o anúncio e faziam contato, que era funcionária da escola Débora Duarte, mas que exercia um trabalho externo, de divulgação do curso. Pela proposta dela, o interessado precisava apenas responder a uma prova, que ela mandava por email e, se fosse aprovado, em uma suposta avaliação, feita por ela mesma, receberia o certificado”, lembrou a delegada.

Apesar de ser uma ideia de difícil credibilidade, na avaliação da polícia, já que o candidato poderia responder a tal prova em casa, com direito a todo tipo de consulta e facilmente seria certificado por uma etapa de ensino que dura três anos, a propaganda começou a atrair clientes. Até que um deles foi à escola, tirar dúvidas sobre o suposto supletivo de cinco dias. Mostrou para a diretora o print do anúncio e das conversas que vinha mantendo com Eduarda, nas redes sociais, o que causou alarde na direção da unidade e uma posterior denúncia na Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF-JP).

A prisão. Muito nervoso, um rapaz de 18 anos, soldado do Exército, se apresentou na DDF-JP, para dizer que apenas tinha conversado com a jovem, por um aplicativo de mensagens, mas que não chegou a comprar o certificado e decidiu denunciar a fraude. O depoimento foi importante para que o plano de Eduarda ruísse nas mãos da polícia. Em poucos dias os investigadores descobriram o endereço da suspeita e, no início da tarde de ontem, aconteceu a prisão, na casa dela, no bairro de Tambiá, na Capital.

No local, os policiais encontraram certificados e históricos escolares falsificados, já preenchidos, além muitos outros ainda em branco. Também apreenderam os carimbos, o celular da acusada e uma planilha que ela havia preparado para contabilizar os lucros obtidos através da fraude.


Jornal da Paraiba

Sem comentários: