quinta-feira, 1 de junho de 2017

Bancada do PSDB composta pelo filho de Cássio pede saída do partido da base aliada de Michel Temer

Bancada do PSDB composta pelo filho de Cássio pede saída do partido da base aliada de Michel Temer
Parlamentares do PSDB na Câmara dos Deputados pressionam a cúpula da legenda para decidir na terça-feira (6/6), primeiro dia do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a saída do partido da base aliada. Entre os parlamentares defensores está o Deputado Federal Pedro Cunha Lima que disse, recente entrevista que defende a saída do PSDB da base do governo de Michel Temer. Pedro ainda acrescentou que defende o nome do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso em uma possível eleição indireta.

A proposta vem dos "cabeças pretas", ala mais jovem da bancada, mas também tem o apoio de deputados mais experientes, que avaliam não haver mais condição de a legenda continuar apoiando o governo, independentemente do resultado final do julgamento do TSE. A ideia é que o PSDB não espere a decisão da Corte para se posicionar.

De acordo com cálculos de tucanos, dos 46 deputados do partido, 27 são a favor de a legenda abandonar a base aliada de Temer e 12 estariam indecisos. Outros sete são contrários. Os deputados que rejeitam a permanência no governo articulam uma votação na bancada para tratar do tema logo após a leitura do parecer do ministro Herman Benjamin, relator da ação na corte eleitoral. O grupo quer também buscar o apoio de senadores - cinco dos 11 teriam sinalizado ser a favor da saída. Além da votação, eles pressionam para que os ministros tucanos entreguem seus cargos.

Cunha Lima disse que a decisão partiu após uma reunião com presidente nacional interino do PSDB, Tasso Jereissati, e diz que dentro da bancada tucana é quase que unanimidade a ideia de que o governo de Michel Temer não têm mais condições de continuar.

“Existe uma unanimidade que o governo acabou que a agenda que o Brasil precisa não tem condições de ser tocada pelo atual presidente. É o Brasil que está em jogo. Não se pode ignorar as consequências de uma realidade como essa que vivemos. Estamos propondo alternativas, já que toda decisão envolve riscos, e o que importa é que o Brasil passa por um momento delicado”, declarou Cunha Lima.

Quanto a indicação do nome de FHC para uma eleição indireta Pedro foi taxativo. “Sou suspeito para falar do ex-presidente, até porque somos filiados ao mesmo partido, e numa possível escolha por eleição indireta seria um bom nome”, assinalou Pedro Cunha Lima.

PB Agora

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