quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Agevisa-PB alerta para risco de febre amarela chegar à Paraíba

Mosquito sucking blood from people.O risco de casos de febre amarela na Paraíba não é zero. A declaração foi dada pelo coordenador de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Agência Estadual de Vigilância Senitária (Agevisa-PB), José Airamir Padilha de Castro, que participou de uma reunião entre membros da Agevisa e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante discussões sobre reforço das barreiras sanitárias contra a introdução do vírus da febre amarela no Estado.
“O risco aqui é pequeno, mas não é zero. Não há condições epidemiológicas em termos de contato com selva amazônica, mas nós temos que monitorar o fluxo de pessoas que estejam vindo das regiões de maior risco para identificar aquelas que possam apresentar alguma sintomatologia e, com isso, antecipar o tratamento do caso que possa estar ameaçando a vida desta pessoa”, afirmou José Airamir.
Além do aeroporto Castro Pinto, divisas terrestres e marítimas também estão sendo monitoradas na Paraíba para evitar uma possível entrada do vírus da febre amarela no estado, com contribuição na fiscalização das Secretarias de Estado da Receita e do Turismo, do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Divisão de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde da Capital e do Terminal Rodoviário de João Pessoa.
“Essa ação exige a participação ativa dos sindicatos de trabalhadores e também dos sindicatos patronais da área de transporte, que devem estar vigilantes a qualquer adoecimento dos seus clientes, dos seus passageiros, dos seus trabalhadores, para, em caso de suspeita de doenças como a febre amarela, procurar imediatamente os serviços de saúde”, contou José Airamir.
Casos da febre amarela aumentam
Segundo dados do Ministério da Saúde, até as 13h da segunda-feira (6), no Brasil, foram contabilizados 1.006 casos suspeitos de febre amarela com ocorrências registradas em 109 municípios distribuídos entre os estados de Minas Gerais (71), Espírito Santo (20), Bahia (6), São Paulo (9) e Tocantins (3). Dos 1.006 casos notificados, 180 foram confirmados, 751 estão sendo investigados e 75 foram descartados.
Sobre mortes, o ministério confirma 157 óbitos notificados por conta da doença. Desse total, 89 casos se encontram em fase de investigação, 65 foram confirmados como decorrentes da febre amarela e três foram descartados.
As 157 mortes foram registradas em 46 municípios distribuídos entre os estados de Minas Gerais (34), Espírito Santo (07), São Paulo (3), Bahia (1) e Tocantins (1).
portalcorreio

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